Inesperada Introspecção

“Pensamentos clandestinos invasores de um comum.”

Faço promessas malucas…

10 de outubro de 2008

"Sonho é bom,

quando estamos acordados.

Pois assim,

o vivemos mais!

Eu vivo é com você…"

No one’s better sake

5 de outubro de 2008

A desgraceira de um calango candango do mato

3 de outubro de 2008

A mulé vaidosa
Doce como rapadura
Mole como gostosa
Que eu faço dela minha pura

Mas se não fosse pelo diacho dos cabruco do sertão
Eu até iria até o chão…
E pr’as bala num me pegar
Pro mato corri, nem vi noite nem cão

Ah, moléstia!
Peguei-me na pexêra
Com o sanue no zóio
Pra enfiar no bucho do cabra que tirou-me a esteira

Eu e minha vestimenta suja
No agreste não se vê coisa diferente
No cangasso da vida dura
Mesmo assim vivia sorridente

Porque minha mulé ali estava
Suja e mal lavada
Com os dente tudo torto
Que a peste de um tal de ‘dentista’ num consertava

A coisa ficou bruta
Que nem pitomba com macaxeira
Quando vi a bunda dela
Parecendo com britadeira

O tempo foi passando
Eu logo acostumando
Com a vida de corno que levava
E ela assim, mas chifrava

Certo dia, por obséquio, deixe-me lhe explicar
Tú me agrida de forma valente,
Mas homem macho que sou
Te deixo sem dente

Vi uma vaca ontem
Vi que ela tava gamada
Num elefante cor de abacate
Que da vaca ficou embuchada

Coisas assim, meio esquisitas
Lá na terrinha tem disso não
Só vejo vaca com elefante
Depois que sai do sertão

Minha mulé me abandonou
Deixou eu assim
Todo torto
Mas cuma vontade de rir

É que eu sou o Doutor…

26 de setembro de 2008

Se você diz que não conhece nada
Eu tiro o meu chapéu
Se quiser ver o leite derramado
É só olhar pro céu
Você diz que a vida é um mistério,
Eu já te dou razão
Mas não leve isso tudo muito a sério,
Assim pra mim é bom

É que eu sou o doutor sabe tudo
Discutindo o amor não me iludo
Pra que sustentar o amarelo
No sorriso tão pé de chinelo

Tudo aquilo que anda e que não anda
Tem razão de ser
Como a folha que nasce na varanda
E você não vê
Me disseram que a nossa grande pena
É não poder voar
Eu lhe digo isso aí não é problema
Pode acreditar

É que eu sou o doutor sabe tudo
Discutindo o amor não me iludo
Pra que sustentar o amarelo
No sorriso tão pé de chinelo

É tão fácil saber
Nem precisa pensar
É só o mundo e você
Vá viver.

 

————————————————-

Rubinho Jacobina

Dr. Sabe Tudo

Pensar menos, viver mais!

23 de setembro de 2008

Pouco vi

Que nem fui sabendo

Que não ganhei

Falhei eu

E nem sempre me dou conta

Mesmo nem sendo

Continuo vivendo

Pensando menos

E não é que vivo um pouquinho mais?!

Som da Razão

1 de setembro de 2008

Domingo, não sei quando de Setembro ou Agosto de 2008.

 

 

Em par comigo, busquei apego a coisas que nunca tive apreço. Tentei, porém os preconceitos desvairados, que tomam minhas razões, nem sempre cheias de razão, fizeram com que deixasse de lado a ânsia de aprender o novo pra renovar o que já conheço bem.

 

 

Meu velho e desbotado violão olhava pra mim, como um filhote de vira-lata, quando te olha, afim de ser levado pra tua casa. Nunca resisto a este olhar seu, pego-o em meus braços e dele faço eu; juntos músicas fazemos, mas só pra nós dois, mais ninguém.

 

 

O descompromisso de minha liberdade repentina me levou a crer que, mesmo querendo, não consigo ser o que não sou. Eu sou eu e meu violão, só. Algo mais estraga, pelo menos por enquanto. A ânsia maior minha, é pensar que não conseguirei viver o que quero viver - assim, voz e violão vira-lata. Não sei se é a vida que cobra demais ou se eu é que não tenho nada para dar para a vida… A minha vida.

 

 

 

Em luz adormeço e quando devo acordar e que me lembro que a vida está a me cobrar, deixando o som das cordas de nylon do empenado violão em meio a ilusões que não sei se são razão. Ainda assim, prefiro voz e violão…

 

 

 

 

Interpretações

26 de agosto de 2008

Dúvidas, sugestões

Quiçá, poemas e ilusões

Amores e compaixões

 

Eu fui que fiz, e sou

Já que um bom tempo, meu, agora voltou!

Quanto tempo!!

4 de agosto de 2008

Quanto tempo a gente tem
Pra esse mesmo tempo levar
E passar a ver
Que não vai voltar?

Eu corri demais
Pr’onde não vi
E agora andar
É não desistir

Tempo corre mais
E sem perceber
A gente fica ali
E o mundo a se mover

Quantas mais virão
Juro que senti
Falta de encontrar
O que está por vir

E a gente vem, porém
E quem vai nos levar?
É o tempo que parou
Ou a vida a se apressar

Parece que foi ontem
Que eu vi tudo céu
E o tempo que levou
Só ficou ficou na mente…

Nem vi!

Um dia, um adeus…

16 de julho de 2008

Vou-me lá
Embora de cá
Que eu mereça
Enfim, parar de te procurar.
[T.]

“Tanta birra é pirraça e só”

14 de julho de 2008

Gritei
Rolei no chão
Esperneei
E fiz bicão

Olhei minha mãe
Que nem ligou
Aí chorei
Meu carrinho até quebrou!

Corri pro pai
Esperneando
Pra variar
Não sei porque
Só fiz choro
Chorei e ainda choro!

Ah, me lembrei!
Porque gritei
Era aquilo
Que não ganhei

Nem do papai
Nem da mamãe
A gente sai
E volta amanhã

Só quis aquilo
E aquilo outro
Não era esquilo
Era um ogro

Conhece Shrek?
É esse mesmo!
Que faz “nhéc”
Mora no pântano

Papai disse não
Mamãe também
Caí no chão
E esperneei

Quem disse que nada ganhei
Foi mamãe que deu
Ao ganhar gritei
Foi um tapa que doeu!

Sabe que desse jeito
Eu até que me dei bem
Não mais grito feio
Que é pra não sentir a dor que um tapa tem.

Mamãe sabe o que faz
Por isso tinha feito
Hoje quero um cartaz
E não mais esperneio

Agora sei
O que um grito meu faz
Faz eu ganhar nada
Ganho palmada da mamãe atrás.

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