Inesperada Introspecção

“Pensamentos clandestinos invasores de um comum.”

Fuja da responsabilidade, Henry…

28 de fevereiro de 2009

Disse eu a um velho amigo castigado pelo excesso de individualidade e responsabilidade:

– Pegue sua maleta de trabalho

Jogue-a no banco de trás

Vá à estrada e esqueça tudo

O tempo árduo agora jaz

 

Ele respondeu:

– E até que eu faria

Mas como será o depois?

Minha vida é abrupta

E assim tenho bem mais

 

– Tem mais o quê?

Se não nem vive pra você

O que tem é nada além

Que o medo de viver

 

– Vivo sim e vivo bem

Como estou e como é

Tudo que tenho é pra mim

Se não corresse jamais teria

 

– Então, pois é…

Quantos amigos é que tem?

Quem é que joga com você

Veja só o quanto tem

E não partilha com ninguém

 

– Minha fé é ver-me bem

Além de quaisquer poréns

Sei que sou e vou dizer

Sou feliz como eu sou

 

– Não se trata de mostrar

É que nem você nem eu

Queremos, jamais, brigar

E diz em tanto quando tem demais

 

E completei:

– Tem demais materiais

E nada pra completar

Essa falta que te faz

Ter alguém pra partilhar…

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