Som da Razão
1 de setembro de 2008
Domingo, não sei quando de Setembro ou Agosto de 2008.
Em par comigo, busquei apego a coisas que nunca tive apreço. Tentei, porém os preconceitos desvairados, que tomam minhas razões, nem sempre cheias de razão, fizeram com que deixasse de lado a ânsia de aprender o novo pra renovar o que já conheço bem.
Meu velho e desbotado violão olhava pra mim, como um filhote de vira-lata, quando te olha, afim de ser levado pra tua casa. Nunca resisto a este olhar seu, pego-o em meus braços e dele faço eu; juntos músicas fazemos, mas só pra nós dois, mais ninguém.
O descompromisso de minha liberdade repentina me levou a crer que, mesmo querendo, não consigo ser o que não sou. Eu sou eu e meu violão, só. Algo mais estraga, pelo menos por enquanto. A ânsia maior minha, é pensar que não conseguirei viver o que quero viver - assim, voz e violão vira-lata. Não sei se é a vida que cobra demais ou se eu é que não tenho nada para dar para a vida… A minha vida.
Em luz adormeço e quando devo acordar e que me lembro que a vida está a me cobrar, deixando o som das cordas de nylon do empenado violão em meio a ilusões que não sei se são razão. Ainda assim, prefiro voz e violão…


Comentário por Érica — 3 de setembro de 2008 (10:29)
Já cometi erros por tentar deixar de ser - como vc diz - voz e violão, mas descobri que o que sou é tudo e me basta renovar, o que houver demais sobre, resta, mesmo que seja simplesmente pra agradar…
Um bjO
Comentário por Laiz Mara — 17 de setembro de 2008 (9:59)
Também toco violão, esse texto parece com minha relação com meu instrumento…. que me complementa!
Beijos.