Inesperada Introspecção

“Pensamentos clandestinos invasores de um comum.”

É que eu sou o Doutor…

26 de setembro de 2008

Se você diz que não conhece nada
Eu tiro o meu chapéu
Se quiser ver o leite derramado
É só olhar pro céu
Você diz que a vida é um mistério,
Eu já te dou razão
Mas não leve isso tudo muito a sério,
Assim pra mim é bom

É que eu sou o doutor sabe tudo
Discutindo o amor não me iludo
Pra que sustentar o amarelo
No sorriso tão pé de chinelo

Tudo aquilo que anda e que não anda
Tem razão de ser
Como a folha que nasce na varanda
E você não vê
Me disseram que a nossa grande pena
É não poder voar
Eu lhe digo isso aí não é problema
Pode acreditar

É que eu sou o doutor sabe tudo
Discutindo o amor não me iludo
Pra que sustentar o amarelo
No sorriso tão pé de chinelo

É tão fácil saber
Nem precisa pensar
É só o mundo e você
Vá viver.

 

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Rubinho Jacobina

Dr. Sabe Tudo

Pensar menos, viver mais!

23 de setembro de 2008

Pouco vi

Que nem fui sabendo

Que não ganhei

Falhei eu

E nem sempre me dou conta

Mesmo nem sendo

Continuo vivendo

Pensando menos

E não é que vivo um pouquinho mais?!

Som da Razão

1 de setembro de 2008

Domingo, não sei quando de Setembro ou Agosto de 2008.

 

 

Em par comigo, busquei apego a coisas que nunca tive apreço. Tentei, porém os preconceitos desvairados, que tomam minhas razões, nem sempre cheias de razão, fizeram com que deixasse de lado a ânsia de aprender o novo pra renovar o que já conheço bem.

 

 

Meu velho e desbotado violão olhava pra mim, como um filhote de vira-lata, quando te olha, afim de ser levado pra tua casa. Nunca resisto a este olhar seu, pego-o em meus braços e dele faço eu; juntos músicas fazemos, mas só pra nós dois, mais ninguém.

 

 

O descompromisso de minha liberdade repentina me levou a crer que, mesmo querendo, não consigo ser o que não sou. Eu sou eu e meu violão, só. Algo mais estraga, pelo menos por enquanto. A ânsia maior minha, é pensar que não conseguirei viver o que quero viver - assim, voz e violão vira-lata. Não sei se é a vida que cobra demais ou se eu é que não tenho nada para dar para a vida… A minha vida.

 

 

 

Em luz adormeço e quando devo acordar e que me lembro que a vida está a me cobrar, deixando o som das cordas de nylon do empenado violão em meio a ilusões que não sei se são razão. Ainda assim, prefiro voz e violão…

 

 

 

 

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