Racional?! Não sei, não!
25 de junho de 2008
Em tardes assim, o frio sempre me leva ao passado, àquelas outras tardes de Junho. Frias como de costumes, mas muito melhores.
Não a pessoa mais nostálgica do mundo, mas é que durante esses dois últimos meses venho passando por reflexões intensas sobre o que vivi; se o que efetivamente vi foi realmente o que quis; se o que efetivamente fiz trouxe conseqüências boas pra mim, neste breve presente. O fato de estar preso ao passado se deve a possíveis arrependimentos futuros, ou seja, aquelas coisas que a gente sempre pensa se deve fazer ou não, de como fazer e quando fazer.
Eu, sempre inconseqüente, preferi, ao longo de minhas duas décadas e pouco mais de vida, fazer as coisas que o coração mandava, porém nem sempre fazia, assim vem a questão do arrependimento.
Sei dos clichês sobre arrependimento, “Só se arrepende das coisas que não se faz”, entre outros bordões deste escalão. Mas é extremamente cabível a esta atual fase minha não suportar não ter feito determinadas coisas – e sempre achei que era ousado, sou, na verdade, um bundão-medroso. Muita coisa que almejei em minha infância, por medo, não conheci e isso me tortura de forma desesperadora. Disso há arrependimento sim, o arrependimento tortuoso do não-foi-feito.
Os pensamentos, vagueando em minha mente louca, sempre fizeram da racionalidade predominadora a certas atitudes que poderiam ser tomadas. A especulação de conseqüências, o “que será que vai acontecer?”, é racional e extremamente burro! Afinal como saber se a conseqüência é boa ou ruim se nem tentou conhece-la?
Meu sentimento é revoltado. Como não pude fazer aquilo que quis? Como o ser humano é tão capaz de se censurar? Acho essa tal racionalidade retardada!
– Ora, cérebro, você tem que ouvir um pouco mais o coração!

