Inesperada Introspecção

“Pensamentos clandestinos invasores de um comum.”

O Salva-Vidas II

9 de junho de 2008

 

“(…) Estávamos em oito carros descendo a serra, rumo à baixada para aquele fim de semana de sol. Em todos os carros, havia uma família. Nós combinamos que seria o fim de semana mais inesquecível de nossas vidas e que nada poderia nos atrapalhar. Essa afirmação foi errônea…

A Imigrantes estava vazia e os oito carros enfileirados a curtir tal paisagem serrana. Comunicávamos ao telefone, quando havia necessidade de parar ou coisa assim. O dia ensolarado contribuía para a harmonia que sentíamos até então… Após o último túnel – aquele longo, de, no mínimo, 3 km – O tempo já se mostrava cinza. O vento frio e serra pouco visível, parecendo mostrar um tom de desconforto, a ponto de desorientar nossa harmonia, sentida antes de tais fatores. Parecia ser um sinal…

Eis que, olhando para trás, minha mulher não enxerga o último carro – éramos o sétimo.

– Bem, o carro de trás não esta aqui!! – Acentuou minha esposa ao fato. Estávamos tão próximos há pouco, e naquele momento o último carro havia parado.

O telefone toca, eu atendo:
– Alô!
– Alô!
– Oi! Vocês pararam?!
– Estamos sendo assaltados por uma leva de motoqueiros mal-encarados. Parece que são durões. Pelo amor de Deus, nos ajude!

Comuniquei no exato momento todos os outros amigos dos carros da frente. Era o momento de ajudar um amigo em perigo!
Logo saí em cavalo-de-pau, e todos os outros fizeram o mesmo. Era o primeiro da frota dos carros-amigos, como um líder de batalha, que guia seus soldados para derrotar os inimigos. Ao retornar, nos deparamos com a situação: Cinco motos, cada uma com duas pessoas, a rodear o carro-amigo número oito. Estacionei meu carro e todos os outros fizeram o mesmo, Desci e, juntamente com meus amigos, partimos em busca de justiça e salvar o carro nº. 8, que estava em apuros.
Cada um, com sua habilidade, rendeu facilmente cada um dos mal-feitores. Nosso amigo, do carro nº. 3, era delegado e guardava algumas algemas em seu porta-malas. Sim, foi o que fizemos, algemamos os bad-moto-boys no guardirreio e chamamos as viaturas locais para colocar um basta nos cafajestes! E como num passo de mágica, o céu se abriu, mostrando o Sol radiante, como deveria ser. Até a natureza reconheceu a justiça feita…”.

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1 Comentário »

  1. Comentário por Érica — 9 de junho de 2008 (14:17)

    Olá!
    Por um momento, ao ler seu post, me senti num livro de aventura. Os detalhes…
    Você sabe usar as palavras para prender a atenção!
    carros-amigos… legal, agora eu vou dar uma lida nos outros post ta bom?

    Abrçs,
    boa semana

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