Inesperada Introspecção

“Pensamentos clandestinos invasores de um comum.”

Partido-Baixo-De-Menos-De-1,70

27 de março de 2008

E a menina dizendo que já não gostava de mim
Que foi só o acaso quem enfeitiçou o olhar
Eu, que quase sempre me perdi naqueles encantos de me olhar assim
Daquele jeitinho que só ela sabia fazer
E mais, não fui à diante por também temer
A perda de alguém que sempre amei
Aquela menina era tudo pra mim
E foi só, ela me dizer que não queria mais
A minha presença minha, e ao meu lado ficar
Dizia que amor ela nunca sentiu
Eu desesperado, sem chão
Olhava pro teto e não via razão
Será que ela era quem só me fazia feliz?
Aquela menina que não olha mais pra mim
Mostrou-me que a vida não é bem assim
Mas enfim, o tempo passou e ela conseguiu ver
Que em meu coração é ruim de apagar
Mas quando se apaga nunca mais vai voltar
Então eu tomei meu rumo, tratei-me de levantar
Achei outro alguém que me faz ser assim
Tão cheio de vida, e cheio de amor para dar!
Então, com esse outro alguém eu tratei de casar
Arrumei emprego e casa pra morar
Tive sucesso e agora eu sei
Que tenho dois filhos que olham pra mim
E ela, não sei onde mora, não sei o que espera
De uma vida louca que está levando
Agora tá doida, bebendo e diz que não vai ter fim
Enquanto, a vida ironiza quem um dia pisou
Mostrando a sorte de quem agüentou
Aquela má sorte de tempos atrás
Pois é, essa minha história foi se transformando
A minha mulher cada vez mais me amando
Meus filhos em casa a me esperar
Olho o horizonte cheio de razão
E aquela menina eu já não quero mais
E agora consigo viver minha vida em paz

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