A melancolia.
18 de fevereiro de 2008
Poeta queria ser
E ver poesia em todo o viver
Porém comum que sou
À normalidade, o destino me entregou
Só que de tão distante de mim estou
Sei até onde vou
Desalinho de crescer
Crescer sem entender
Incrédulo despertar
Desperta meu penar
Pelo correr que só me faz
Pensar e pensar ainda mais
Dentre rimas e versos
Proseio em meio à solidão
Talvez por pensar que mereço
Assim continuo frente à desilusão
Mas escrevo em prosa meu sentir
Sinto em alma o escrito
Penso na vida que eu vivo
Escrita e sentida ao mesmo tempo
Detrás aponta a fé
Que será melhor noutro lugar
Por mais que faça o pé
Caminhar e meu corpo a levar
Poeta, não sou
É sonho meu
Dizer que vou
Ser, de fato, seu…

