Inesperada Introspecção

“Pensamentos clandestinos invasores de um comum.”

“26″ - Inexa Seqüência

25 de fevereiro de 2008

Passa tempo, hora passa e volta
Tempo corre, ora consola
Corre a fé que não me desola
Freia o amor que pouco diz muito
Frieza de ser, aquece o viver
Do simples mortal que quase sem querem
Dá motivo pra querer
O tempo de volta e vê-lo correr
Assim é o que correr demais
O tempo atrás, mostrou-se fugaz
Ilustra o modo que me faz pensar
Passatempo, hora passa
Volta a hora que a fé fará o tempo!

 

A fé de ver o tempo voltar não vê a hora de tudo mudar.

Ao passo que o tempo passa, passa minha vontade de ver tudo do mesmo modo que via antes…

 

Confuso?

 

Pois é, mas é isso que tenho em minha mente.

Elegante, eu?! Nem um pouco, nem gostaria de ser. Acho eu; mas como disse não tenho constantes pensamentos, uma linha de conduta de reflexões cheias de nexo, pelo contrário!

Às vezes acho que muita coisa que digo ou escrevo só faz sentido no momento mesmo. Daí é que vem aquilo, de se fazer o que tem vontade. Se tenho vontade de falar sobre determinado assunto, vou eu lá e falo. Mesmo não conhecendo a pauta à fundo, vou-me adentrando sei perceber e saio dizendo quaiquer coisas.

 

Esse pode até ser mais um desses, que nem sei que sentido fará amanhã, mas deixo-me levar por sentimento, razão ou coisa assim.

 

"A elegância de todo o ser…"

Elegância aqui, só na aparência do blog, pois todo o resto pode ter característica mutáveis conforme o leitor - se haver -, o tempo, enfim, tudo que faz mudar, sabe?

Achava que elegância era característica que fazia a pessoa colocar os guardanapos no colo, usar diversos talheres num jantar, falar sobre política e música clássica. Ah, quem é que gostaria de seguir as coisas à risca? Qual a diversão teria se não o que é desvirtuado? Ora, deixe as coisas irem e aceite-as com o coração!

Muita gente se preocupa muito com a aparência e não cuida de seu interior. Não falo da estética, da beleza, mas sim da beleza de desfrutar aqueles sentimentos que realmente deseja sentir. Independentemente de todos os fatores que levam nós a fazer coisas que não é de nosso gosto.

 

[continua...]

Qual?

22 de fevereiro de 2008

 

A pergunta sempre se difere do que se espera como resposta. Eu, particularmente, perguntarei apenas as coisas que eu sei as respostas. Mas afinal, quais são a perguntas?

Sendo assim, o que poderia questionar é tão pobre quanto meu estado que me ponho a me encontrar. Já o ânimo; esse tenho de sobra… Quanto mais difícil o caso for, mais empenhado ficarei a resolvê-lo. Coisas assim são mesmo assim. Parte das pessoas vai a qualquer lugar sem saber o porquê de ir. O lugar diferente - ou até a própria diferença - é o pensamento, guardado ou não, sobre o que quer, o que almeja.

 

A alegria de estar só; a solidão.

O amor que posso ter por Eu, levou-me a crer que isso não é vão!

Teoria do Caos

21 de fevereiro de 2008

A Teoria do Caos para a física e a matemática é a hipótese que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. Em sistemas dinâmicos complexos, determinados resultados podem ser "instáveis" no que diz respeito à evolução temporal como função de seus parâmetros e variáveis. Isso significa que certos resultados determinados são causados pela ação e a interação de elementos de forma praticamente aleatória. Para entender o que isso significa, basta pegar um exemplo na natureza, onde esses sistemas são comuns. A formação de uma nuvem no céu, por exemplo, pode ser desencadeada e se desenvolver com base em centenas de fatores que podem ser o calor, o frio, a evaporação da água, os ventos, o clima, condições do Sol, os eventos sobre a superfície e inúmeros outros.
Além disso, mesmo que o número de fatores influenciando um determinado resultado seja pequeno, ainda assim a ocorrência do resultado esperado pode ser instável, desde que o sistema seja não-linear.
A conseqüência desta instabilidade dos resultados é que mesmo sistemas determinísticos (os quais tem resultados determinados por leis de evolução bem definidas) apresentem uma grande sensibilidade a perturbações (ruído) e erros, o que leva a resultados que são, na prática, imprevisíveis ou aleatórios, ocorrendo ao acaso. Mesmo em sistemas nos quais não há ruído, erros microscópicos na determinação do estado inicial e atual do sistema podem ser amplificados pela não-linearidade ou pelo grande número de interações entre os componentes, levando ao resultado aleatório. É o que se chama de "Caos Determinístico"
Na verdade, embora a descrição da mecânica clássica e relativística seja determinística, a complexidade da maioria dos sistemas leva a uma abordagem na qual a maioria dos graus de liberdade microscópicos é tratada como ruído (variáveis estocásticas, ou seja, que apresentam valores verdadeiramente aleatórios) e apenas algumas variáveis são analisadas com uma lei de comportamento determinada, mais simples, sujeita a ação deste ruído. Este método foi utilizado por Einstein e Langevin no início do século XX para compreender o Movimento Browniano.
Pois, é exatamente isso que os matemáticos querem prever: o que as pessoas pensam que é acaso mas, na realidade, é um fenômeno que pode ser representado por equações. Alguns pesquisadores já conseguiram chegar a algumas equações capazes de simular o resultado de sistemas como esses, ainda assim, a maior parte desses cálculos prevê um mínimo de constância dentro do sistema, o que normalmente não ocorre na natureza.
Os cálculos envolvendo a Teoria do Caos são utilizados para descrever e entender fenômenos meteorológicos, crescimento de populações, variações no mercado financeiro e movimentos de placas tectônicas, entre outros. Uma das mais conhecidas bases da teoria é o chamado "efeito borboleta", teorizado pelo matemático Edward Lorenz, em 1963.
Ideia inicial
A idéia é que uma pequena variação nas condições em determinado ponto de um sistema dinâmico pode ter consequências de proporções inimagináveis. "O bater de asas de uma borboleta em Tokio provoca um tufão em Nova Iorque."

O método científico
A partir de William de Ockham (Guilherme de Occam), em sua teoria conhecida por Navalha de Occam, onde "…as melhores teorias são as mais simples"… ou "…pluralidades não devem ser postas sem necessidade…", ou ainda "(sic) …pluralitas non est ponenda sine neccesitate…", …a natureza é econômica, isto é, sempre quando houver dois caminhos que levam à verdade, vale o mais simples…, a ciência passou a utilizar um método lógico e simples para chegar às consideradas então verdades científicas, o que futuramente teriam que ser revistas.

Teoria do Caos
Um conjunto de objetos estudados que se inter-relacionem é chamado de sistema. Entre os sistemas consideram-se duas categorias: lineares e não-lineares, que divergem entre si na sua relação de causa e efeito. Na primeira a resposta a um distúrbio é diretamente proporcional à intensidade deste. Já na segunda a resposta não é necessariamente proporcional à intensidade do distúrbio, e é esta a categoria de sistemas que serve de objeto à teoria do caos, mais conhecidos como sistemas dinâmicos não-lineares.
Esta teoria estuda o comportamento aleatório e imprevisível dos sistemas, mostrando uma faceta onde podem ocorrer irregularidades na uniformidade da natureza como um todo. Isto ocorre a partir de pequenas alterações que aparentemente nada têm a ver com o evento futuro, alterando toda uma previsão física dita precisa.
Uma das idéias centrais desta teoria, é que os comportamentos casuais (aleatórios) também são governados por leis e que estas podem predizer dois resultados para uma entrada de dados. O primeiro é uma resposta ordenada e lisa e cujo futuro dos eventos ocorre dentro de margens estatísticas de erros previsíveis. O segundo é uma resposta também ordenada, onde porém a resultante futura dos eventos é corrugada, onde a superfície é áspera, caótica, ou seja, ocorre uma contradição neste ponto onde é previsível que os resultados de um determinado sistema será caótico.

Exemplo de caos
Um exemplo claro seria uma pedra atirada numa piscina, as ondas geradas na queda da pedra se propagam até as margens, refletem e retornam, cruzando-se entre si e, portanto, interagindo. Continuando novamente as ondas vão às margens, porém, já distorcidas devido às reflexões anteriores e às interações ocasionadas pelos cruzamentos entre si. Neste momento começam já a ocorrer alguns movimentos aparentemente caóticos, porém ainda previsíveis pois são padrões cíclicos das ondas. Mas se começarmos a jogar pedras aleatoriamente na mesma piscina, quanto mais jogarmos, mais caótico será o padrão das ondas na superfície. Imaginemos agora porém, que no fundo desta piscina exista areia finíssima, apesar dos movimentos aleatórios na superfície, no fundo haverá determinados padrões na areia, caóticos sim, mas seguirão a um padrão de ondas de diversas formas, tamanhos, alturas, estas mudarão à medida em que o corrugamento da superfície muda, porém apesar de todo o caos dos movimentos, é reconhecido um padrão cíclico.
Estatisticamente isto ocorre porque pequenas alterações na alimentação de dados em sistemas de cálculo de previsões podem provocar mudanças drásticas inclusive rupturas a longo prazo. Pois em função de um crescimento inflacionário de realimentação de dados, que realimentam por conseqüência dados futuros, estes podem realimentar o sistema com respostas que levam ao crescimento das alterações numa espiral caótica (inflacionária) que mudará toda a previsão estatística daquele sistema. Ficando assim completamente fora das margens de erro convencionais, porém, apesar do aumento da margem de erro sempre será reconhecido um padrão cíclico realimentado (Espiral), apesar da aparente aleatoriedade.
Em função do efeito caótico, a previsibilidade comportamental dos sistemas em geral, sejam climáticos de uma determinada região, ou movimentos econômicos à exemplo das movimentações das bolsas de valores, ou populações de insetos de um determinado ecossistema, tem uma margem de erro bastante elástica quando comparada à margem convencional.

Cultura, MPB, Evolução e Ego

20 de fevereiro de 2008

O homem e seu ego… Na disputa eterna para ser maior que todo o resto…
Ao passo que o tempo vai passando, as coisas evoluindo, tudo se transformando, as pessoas, ao que me parece, vão ficando mais vaidosas e querendo se tornar, cada vez mais, superiores. Um exemplo claro é a disputa do “conhecer mais”, do “quem tem maior cultura”.
O tempo nos mostra que tudo hoje é mais fácil, as informações são adquiridas em um click, numa fração de milésimos, as pessoas têm conhecimento do que ocorre num lugar distante. O avanço tecnológico é constante. Isso tudo torna a competitividade entre as pessoas maior.
As tendências ditam as pessoas e não são as pessoas quem ditam as tendências. A alienação é grande.
A disputa de maior cultura é ainda maior.

“Qual é a sua cultura?”

Vi no “Então tá, vamos falar de música”, programa da MTV, no qual, neste dia, o tema era “Música Nordestina” – Foi legal, falaram de toda a cena de lá – Até que Tom Zé definiu a aquisição de cultura pelas pessoas, que era mais ou menos a idéia de que A cultura está aí, em qualquer lugar e de qualquer forma. Há quem saiba ler e escrever e faz cultura. Há também quem não sabe ler e escrever e faz cultura da mesma forma. Quem sabe escrever escreve livros com o coração e quem não sabe? Faz aquilo que o coração manda, age pelo corpo, pela dança. Quem sabe ler lê o livro e deixa a cultura guardada numa instante e vai ver televisão, pois quando tiver afim de cultura ela estará guardada li. Quem não tem, tem de fazer a cultura a todo o instante…
Isso é uma forma de aquisição de cultura.

Acho triste a insistência em dizer que cultura é para poucos. - Não, não é! A cultura é pra qualquer um, pra quem quiser e não pra quem puder… Por que afirmar a hipótese da restrição?

“Cultura x Evolução”
Já mencionado a evolução dos tempos e do mundo, o que poderia retratar um desígnio de cultura hoje em dia?
Realmente, em minha concepção, acho que as vertentes são as mesmas e serão sempre, porém a facilidade de acesso à informação é maior.
A cultura não está contra o tempo, até porque cultura vem dos costumes de uma determinada população e isso, de fato, muda constantemente conforme as necessidades, etc. Parte dessas mesmas populações, que faz cultura de uma forma ou outra, acha que Cultura não deve ser popular. – “Ah, incrédulo erro!”.

Cultura x Popular
Frente a isso disponho de um assunto que se refere às duas palavras do subtítulo, a Música Popular Brasileira.

“O que é MPB?”
“Música Popular Brasileira, ou MPB, é um gênero musical brasileiro. Apreciado principalmente pelas classes médias urbanas do Brasil, a MPB surgiu a partir de 1966, com a segunda geração da Bossa Nova. Depois, a MPB passou abranger outras misturas de ritmos como a do Rock e o Samba, dando origem a um estilo conhecido como Samba-Rock, a do Música Pop e do Samba, tendo como artistas famosos Gilberto Gil, Chico Buarque e outros e no final da década de 1990 a mistura da Música latina influenciada pelo Reggae e o Samba, dando origem a um gênero conhecido como Samba-reggae.”


Vulgaridade de conceito:
“Junte a intelectualidade da classe média, coloque num liquidificador e bata juntamente com um violão de nylon, um banquinho e perninhas cruzadas, disso aí sairia um troço chamado MPB.”

A música brasileira é uma mistura do cacete! Isso também vem do povo brasileiro, que é a miscigenação em forma de Estado. Portanto, por que insistir que q MPB deve ser de um determinado modo? Por que direcionado à uma classe? Por que a rejeição do popular pela Música Popular Brasileira? Essas são teses estranhas com não sei quais objetivos…
Preconceito musical é uma coisa que qualquer pessoa tem, é natural. Cada um tem seu gosto, seu sentimento. Só não concordo com a exclusão do que é popular do cenário MPB. Sendo a MUSICA um sucesso, o que torna ela POPULAR, e se feita por brasileiros é BRASILEIRA, qual o problema?! MPB é mais um termo, um fetiche. “A intelectualidade está na MPB, o resto é balela”.
Assim, podemos retornar ao primeiro parágrafo: “O homem e seu ego…”.

O incômodo?! - A tônica do jornalismo pregiçoso…

Abaixo é a transcrição de uma entrevista de Rodrigo Amarante, (www.youtube.com/watch?v=iypM6LKhB8o)

concebida à um reporter cheio de infelicidade. Após uma incômoda insistência, vem a lição:

Jornalista: Vocês são sempre lembrados por Anna Julia né?
Amarante: Nem sempre.
Jornalista: Isso incomoda vocês sempre serem lembrados por Anna Julia?
Amarante: Não por que nem sempre.
Jornalista: Por que sempre quando tem Ana Julia tem referência, Los Hermanos, Anna Julia…
Amarante: Ahn?!
Jornalista: Sempre tem essa relação, Anna Julia, Los Hemanos…
Amarante: É… é uma música nossa né? Por isso que tem a relação… você queria saber o que mesmo?
Jornalista: Não… Essa coisa… Se incomoda vocês, de vocês serem sempre lembrados por Anna Julia.
Amarante: Não por que não é sempre que a gente é lembrado por Anna Julia… Você vai ver, hoje a gente não vai tocar Anna Julia e você vai ver…

Jornalista: Mas sempre a galera pede…
Amarante: Não.
Jornalista: Não pede?!
Amarante: Você já foi em algum show dos Los Hermanos?!
Jornalista: Não…
Amarante: Ah… e esse “sempre” vem da onde?!
Jornalista: Não… por que eu li…
Amarante: Aaah…
Jornalista: Mas pelo jeito incomoda!!!

Amarante: Não.. O que incomoda é um jornalismo.. como é que eu vou dizer… preguiçoso assim de não saber o que perguntar e perguntar qualquer coisa. “Ah, incomoda?” é o jornalismo baseado na polêmica, sabe… é muito comum, hoje em dia, a polêmica ser a tônica do jornalismo, como se o papel do jornalista fosse descobrir um ponto fraco, uma coisa assim… Eu particularmente acho que o trabalho do jornalismo é um trabalho muito importante, é assim como o trabalho de uma pessoa pública do governo, do estado, tem uma responsabilidade, um papel importante, né? As pessoas lêem ou ouvem o que vocês fazem e tomam como verdade, como uma coisa que é feita com um critério e isso influencia a opinião das pessoas por aí então.. esse tipo de pergunta, assim leviana.. sem a profundidade… acaba levando as pessoas a ter uma impressão errada que é essa… de que incomoda a gente Anna Julia… pelo contrário! A gente adora a música, temos tocado em muitos festivais e nunca tivemos problemas com isso… só que é comum no Brasil as pessoas acharem que fazer sucesso é uma coisa ruim, negativa, por que “Ah, não.. faz sucesso então não deve ser bom” e isso é uma ingenuidade, tanto da imprensa quanto das pessoas de achar que se tornar público ou ser muito conhecido é uma coisa ruim.. acho que é ruim pra quem é fraco e tem medo de perder isso.. a gente nunca teve isso a gente faz música com coração da forma como a gente sabe fazer… então Anna Julia foi feita da mesma forma, a gente adora a música as pessoas se incomodam é com a gente ter feito sucesso…

Jornalista: Minha pergunta assim… não é nada contra, nunca assisti o show.. é pelo fato de eu já ter lido sobre isso…
Amarante: Eu acho que você leu pouco… desculpa a sinceridade.

O diálogo

19 de fevereiro de 2008

– O que se passa?

– Com o que?

– Contigo, oras…

– Nada, ora!

– Não sei.. Não parece "nada", parece sim alguma coisa…

– Pois é nada! Ou não é nada.

– Se "é" nada, é então!! É o que?

– Não sei…

– Nunca sabe de nada?

– Sempre!

– Sempre o que?!

– Sempre sei de algo!

– Então o quê?

– Quê, o que?!

– O que se passa?!

– Não sei de nada…

 

A melancolia.

18 de fevereiro de 2008

Poeta queria ser
E ver poesia em todo o viver
Porém comum que sou
À normalidade, o destino me entregou

Só que de tão distante de mim estou
Sei até onde vou
Desalinho de crescer
Crescer sem entender

Incrédulo despertar
Desperta meu penar
Pelo correr que só me faz
Pensar e pensar ainda mais

Dentre rimas e versos
Proseio em meio à solidão
Talvez por pensar que mereço
Assim continuo frente à desilusão

Mas escrevo em prosa meu sentir
Sinto em alma o escrito
Penso na vida que eu vivo
Escrita e sentida ao mesmo tempo

Detrás aponta a fé
Que será melhor noutro lugar
Por mais que faça o pé
Caminhar e meu corpo a levar

Poeta, não sou
É sonho meu
Dizer que vou
Ser, de fato, seu…

Pedra e ar

Pedra, sal
Rua, farol
Vento, folha
Chão, poeira

Quão paradoxal é… Oh, dia distante!
Vida longa; longa e bela
Corre e desce a ladeira
Desalento, coração…

Chuva, rio
Escada e cachoeira
Sopro e vela
Água e mar

Mas é quem diz
E assim pode ser feito
Feito o que, sem defeito,
Percorreu dia feliz

Em cima, a mão;
Livre, mente
Nasce, vai
Mente livre, vai e nasce…

Vê o dia, corre o vento
Sopra o caminho
Acende o Sol

Luzido está
Em plena escuridão,
Apaga a vela
Deita no chão

Cobre o corpo
Enxuga lágrimas
Leve-se àquele lugar
Onde queria estar

Sabe teu caminho
Viveu sozinho
Aonde até chegar
À pé, leve a fé 
Pelo ar.

Cotidiano

15 de fevereiro de 2008

Acorda
Levanta
Toma banho
Escova os dentes
Coloca a roupa
Arruma os cabelos
Pega a mochila
Vai para o ponto e espera o ônibus…

Chegou o ônibus!
Corre pra pega-lo
Atravessa o povo, que ali tem mais 50
Corre pro fundo e dá o sinal
Ainda são oito, então deve dar tempo
Desce num outro
A lotação já está vendo…

A lotação!
Agora são oito e vinte
Dá sinal e entra rápido
Que ta na hora de apressar
Ao ver a estação
Pro trem já pegar
Desce correndo pra ir trabalhar…

Olha o trem!
Por enquanto vazio, mas até a baldeação
Que lá já ta cheio
De gente correndo
Igual a você
Com a mochila na mão

Vamos à luta!
Aqui ta apertado
Porém dá-se um jeito
Ta todo mundo querendo
Manter-se no emprego…

Passaram-se uma, duas, três, quatro
A próxima é minha
Tenho de descer
E a pressa é grande
A hora é oito e cinqüenta
E agora é correr

O prédio à vista
Mas primeiro a pracinha
Que por ela eu passo
Olhando as árvores
Vou-me chegando
Às nove que são
Já vou começar

Até o meio dia
É tudo tranqüilo
O dia cominha no seu próprio ritmo
E nesse correr
De tempo me vejo
De frente à máquina
Que ali me invento

Já é meio dia
É hora do almoço
Lugar pra comer tem de monte
Então come e vai pro murinho
Espera pelas treze
E retorna pra cima
É no décimo segundo
Com gente boa
A hora vai passando
Resolve daqui
Faz dali
Agora são dezoito, mas pode ser seis
Daqui ao segundo tempo
Voltemos…

Ai o reverso
A caminhada, o trem, o ônibus
À faculdade vamos indo
Que hora são mais quatro
Que variam em durar muito e pouco
Depende do estado de espírito, né?

Vamos nessa
Que é intervalo
Entre as oito e meia e as nove
Só sai besteira
Dos papos nada a ver
O que tem que fazer?
Nada! Deixa ir…

Mais duas horas de pura adrenalina
Conversa fiada
E nada se rima
O tempo que passa
Agora são dez
Só faltam trinta
Pra ir embora

Chegou!
Chegou a hora
Vai para o ponto
Esperar o ônibus
Que é pra ir embora
Desce no “SP”
Pega a lotação
Vamos pra casa

A casa!
Chegou
Larga a mochila
Vai pra cozinha
Que morre de fome
Após jantar assistindo tevê
Vai e toma banho
Quem disse que faz mal?
Escova os dentes
Troca de roupa
Toca o violão
Depois vai dormir!

Outro dia…

Acorda
Levanta
Toma banho

(…)

Posts mais antigos »

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://benicio.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.