O Salva Vidas
28 de janeiro de 2008
"Certo dia, na praia, estava eu e uma amiga minha olhando o mar, sentindo a brisa bater em nossos rostos e tomando uma cervejinha para aliviar o stress. Estávamos às sós, numa praia muito bela, deserta. Ela chegou para mim e disse: ‘Vamos dar um mergulho?’, mas devido a um pino na perna não poderia acompanhá-la. Ela foi só. Olhando-a brincar como uma criança distraía-me. Mas ao olhar para o lado num determinado instante, quando fixei meus olhos ao mar notei que ela já não estava brincando, mas sim se afogando.Já estava há muitos metros adentro do mar, onde tinha uma profundidade de 5 metros mais ou menos. Logo corri para salvá-la, já que não tinha ninguém, a não ser eu na praia. Ao correr, tomei impulso o bastante para saltar num pulo de 2 metros, mergulhando e chegando onde a minha amiga se encontrava. No fundo do mar, não conseguia subir, pois minha perna, com pinos, não deixava. Portanto caminhei com os pés na areia, lá no fundo, peguei-a pelos cabelos e logo a arrastei, andando sob a água, para o raso. Ao chegar à superfície, todas as pessoas da praia estavam lá a aplaudir…".
O fato é que todos os acontecimentos dessa prosa não são veridicamente passados. Tratou-se de um simples sonho ou talvez desejo de meu primo.
Talvez tivesse tentado passar um ar de superação, já que há pouco sofrera um acidente, que o deixou pouco móvel, mas que vem se recuperando…
Pode ser coisa da mente, da cabeça, algo que o deixe mais vulnerável à certas emoções que jamais, naquele momento, poderia vive, sequer sentir.
A cogitação de um momento esplêndido levou-o a pensar que alguém acreditasse em tal história. A questão é que se não pode viver algo, a mente automaticamente cria a ilusão de que poderia viver determinadas situações.
Reparem a falta de linhagem e critério na narração, observem que o conto não tem muito sentido lógico, uma seqüência lógica.
“(…) Estávamos às sós, numa praia muito bela, deserta (…) Ao chegar à superfície, todas as pessoas da praia estavam lá a aplaudir…”, mas afinal, quem estava lá para aplaudir?
Depois, o melhor momento:
“(…) Ela chegou para mim e disse: ‘Vamos dar um mergulho? ‘, mas devido a um pino na perna não poderia acompanhá-la. (…) Logo corri para salvá-la, já que não tinha ninguém, a não ser eu na praia. Ao correr, tomei impulso o bastante para saltar num pulo de 2 metros, mergulhando e chegando onde a minha amiga se encontrava. No fundo do mar, não conseguia subir, pois minha perna, com pinos, não deixava. Portanto caminhei com os pés na areia, lá no fundo, peguei-a pelos cabelos e logo a arrastei, andando sob a água, para o raso.”
Mas que tipo de pessoa inventaria tamanha mentira? Para que faria isso? O que ganharia?
Não se pauta desta forma, mas se deve questionara como se sentiria contando isso. Talvez se sente mais forte, ou quiçá, mais notável e notado.
E isso é o que as pessoas mais precisam, de serem notadas, terem histórias pra contar. Estamos órfãos de sentimentos, por isso, talvez, a necessidade da superação, da luta, da fé.
Sobretudo, há um abismo, como diz certa música, no que diz respeito à pensar e sentir.
É o que precisamos, ser sentimentais, assim conseguiremos paz. Será?!


Comentário por LAIZ — 28 de janeiro de 2008 (16:22)
obrigada…
seu blog também é muito bom…
Vou sempre estar visitando…
Adicionei você aos meus favoritos…
me adicione também…
Um abraço