Inesperada Introspecção

“Pensamentos clandestinos invasores de um comum.”

Tempo

17 de dezembro de 2007

Cala-te opaco e obscuro dentro da noite

Deixa-me dizer o que me importa

Dizem que tua calma é coisa não comum

Eu dou-te meu abrigo pra que o vento não te leve embora

 

E água trouxe foi uma vida em pleno azul

Pois só o que não consta mais em tua voz sutil

Claro e escuro, ao mesmo tempo,  vento para o sul

Voa longe, que da morte corre com mais brio

 

Tempo além que a gente tem

Agora vou levar

Da minha vida sem ninguém

A onda à bater no mar

 

O tempo é pouco, pra muito tempo…

 

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