Enfim, o acaso que faz.
12 de setembro de 2007
Ao acaso pro que for.
(Setembro/2007)
Se não você, o ar, a flor
Não têm mais nenhuma graça
O tempo vai, sem ninguém ver
O que me faz pensar que eu
Ninguém sou sem você
Pra tanto amor
Me deu seu coração
Pr’eu cuidar
De seu clamor
Por mais ver; assim
Porém sem ter
Alguém como você
Ah, vai!
Deixa ser o que é
Para o tempo
Deixar estar
Ao acaso pro que for
Deixa o ontem pra depois
Indo embora até o amanhã
Sempre sendo o que não foi
Ah, e mais!
Fique com que deixo
Pois me queixo
Do que se desfaz

